Vencedor na categoria “Iniciativa do Ano” pelo voto popular no último Poc Awards, o youtuber Felipe Neto passa a oferecer neste ano um modelo de licença-maternidade/paternidade aos funcionários que vai além dos benefícios da lei trabalhista brasileira.

Pela legislação atual, as mães têm o direito de tirar 120 dias de licença e os pais cinco dias corridos, podendo ser prorrogada. Na Netolab, a empresa de Felipe Neto, o novo pai/mão pode se ausentar do trabalho o tempo que julgar necessário. O funcionário também recebe uma gratificação de R$ 10 mil e as mães também têm estabilidade garantida na empresa durante um ano.

“Enquanto nós, homens brancos cisgêneros, não mudarmos, o mundo continuará injusto e opressor”

No último mês, Felipe recebeu o troféu Poc Awards da categoria “Ativo 19 – Iniciativa do Ano” pelo voto popular, onde tinha sido indicado – como pessoa física – ao lado de grandes instituições como Burger King BrasilCentro de Referência da Prefeitura de Belo HorizonteCoordenação de Políticas para LGBTI da Prefeitura de SP e Unaids. A indicação do influencer para o prêmio foi motivada pelo enfrentamento à tentativa de censura de Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, na Bienal do Livro de 2019. Como forma de protesto, Felipe Neto comprou todos os livros com temática LGBT+ da feira e distribuiu de graça para todos os visitantes.

“Se alguém falasse para o Felipe Neto de 20 anos de idade que, aos 32, ele receberia um prêmio do grupo @GayBlogBR pela “Iniciativa do Ano”, ele provavelmente ficaria confuso. Não é fácil se desprender de conceitos homofóbicos enraizados desde a infância, mas sem dúvida é muito mais fácil do que ser a vítima desse preconceito. Há anos eu tracei o objetivo de tentar evoluir todos os dias para incluir a diversidade e tentar dar voz aos que são constantemente silenciados por um sistema elitista e controlado por homens brancos heterossexuais. Nós costumamos pensar que a luta pelos direitos LGBTQI+, a luta pelos direitos dos negros, das mulheres e de outras minorias, é uma pauta apenas DELES e que nós não temos nada a ver com isso. Sim, a luta é deles, mas não foram eles que se colocaram na condição de vítimas. Fomos nós que marginalizamos, excluímos e dominamos as minorias, para assim controlarmos o protagonismo do mundo. E enquanto nós, homens brancos cisgêneros, não entendermos que somos nós que devemos mudar, o mundo continuará um lugar injusto e opressor. Então, se a mudança depende também de nós, quando sentamos na janelinha e observamos toda a desigualdade e desespero de pessoas oprimidas enquanto tomamos nosso chá e apenas falamos “eu respeito gays”, nós continuamos sendo parte do problema. Não adianta só respeitar, é preciso agir, é preciso questionar nossos amigos, combater a piadinha institucionalizada, ser um agente de mudança e não apenas um ser humano que faz o mínimo. Eu me comprometo a continuar tentando fazer a minha parte, com erros e acertos, e convido a todos os que estão em posição de privilégio a tentarem fazer o mesmo. Muito obrigado ao @GayBlogBR pelo reconhecimento em saber que estou no caminho certo, esse prêmio serviu para mostrar o quão importante foi a ação na Bienal e o quanto nós podemos ajudar nessa luta daqui da posição do privilégio. E por falar nisso, por favor, vamos dar voz aos incríveis criadores de conteúdo e que fazem parte da comunidade LGBTQI+! Aqui estão alguns que eu recomendo a vocês seguirem: @gayblogbr @poenaroda @hmcpedro @divadepressao @sapatour @canaldasbee @mandycandyreal @temperodrag @lucca.najar @canalapto202

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Se alguém falasse para o Felipe Neto de 20 anos de idade que, aos 32, ele receberia um prêmio do grupo @GayBlogBR pela “Iniciativa do Ano”, ele provavelmente ficaria confuso. Não é fácil se desprender de conceitos homofóbicos enraizados desde a infância, mas sem dúvida é muito mais fácil do que ser a vítima desse preconceito. Há anos eu tracei o objetivo de tentar evoluir todos os dias para incluir a diversidade e tentar dar voz aos que são constantemente silenciados por um sistema elitista e controlado por homens brancos heterossexuais. Nós costumamos pensar que a luta pelos direitos LGBTQI+, a luta pelos direitos dos negros, das mulheres e de outras minorias, é uma pauta apenas DELES e que nós não temos nada a ver com isso. Sim, a luta é deles, mas não foram eles que se colocaram na condição de vítimas. Fomos nós que marginalizamos, excluímos e dominamos as minorias, para assim controlarmos o protagonismo do mundo. E enquanto nós, homens brancos cisgêneros, não entendermos que somos nós que devemos mudar, o mundo continuará um lugar injusto e opressor. Então, se a mudança depende também de nós, quando sentamos na janelinha e observamos toda a desigualdade e desespero de pessoas oprimidas enquanto tomamos nosso chá e apenas falamos “eu respeito gays”, nós continuamos sendo parte do problema. Não adianta só respeitar, é preciso agir, é preciso questionar nossos amigos, combater a piadinha institucionalizada, ser um agente de mudança e não apenas um ser humano que faz o mínimo. Eu me comprometo a continuar tentando fazer a minha parte, com erros e acertos, e convido a todos os que estão em posição de privilégio a tentarem fazer o mesmo. Muito obrigado ao @GayBlogBR pelo reconhecimento em saber que estou no caminho certo, esse prêmio serviu para mostrar o quão importante foi a ação na Bienal e o quanto nós podemos ajudar nessa luta daqui da posição do privilégio. E por falar nisso, por favor, vamos dar voz aos incríveis criadores de conteúdo e que fazem parte da comunidade LGBTQI+! Aqui estão alguns que eu recomendo a vocês seguirem: @gayblogbr @poenaroda @hmcpedro @divadepressao @sapatour @canaldasbee @mandycandyreal @temperodrag @lucca.najar @canalapto202

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