O comediante piauiense Whindersson Nunes figurou entre os assuntos mais comentados no Twitter na noite desta segunda-feira, 18 de maio. O motivo se deu após postar uma foto onde aparece nu no sofá assistindo ao programa Roda Vida (TV Cultura) com participação do influencer e ativista Felipe Neto.

Whindersson Nunes posta foto nu assistindo Felipe Neto na TV
Reprodução/Twitter

RODA VIVA

O youtuber e ativista Felipe Neto, que recentemente viralizou ao dar “unfollow” nas pessoas que, segundo ele, apoiam o fascismo através da omissão, participou do programa Roda Viva, na TV Cultura, na noite desta segunda-feira. A sabatina contou com a apresentação da jornalista Vera Magalhães, Carol Pires, Mariliz Pereira Jorge, Edgar Piccoli e Rachel Sheherazade. Entre os temas que abordados, foi comentado o atual cenário político brasileiro, a importância de ser um influenciador digital e também assuntos relacionados a pandemia.

Felipe Neto, na última semana, fez uma “carta-vídeo” pedindo que artistas se manifestem contra Bolsonaro, assista na íntegra:

Por voto popular, Felipe Neto vence a categoria “iniciativa do ano” no POC AWARDS 2019

Felipe Neto venceu na categoria “Ativo 19 – Iniciativa do ano” pela voto popular. O influencer foi indicado ao prêmio pelo seu ativismo na Bienal do Livro de 2019 contra a tentativa de censura de Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, a uma HQ da Marvel que exibia dois personagens homens se beijando. O youtuber disputou o troféu com Burger King Brasil, Centro de Referência da Prefeitura de Belo Horizonte, Coordenação de Políticas para LGBTI da Prefeitura de SP e Unaids.

Confira abaixo o discurso que Felipe fez através da sua conta do Instagram:

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Se alguém falasse para o Felipe Neto de 20 anos de idade que, aos 32, ele receberia um prêmio do grupo @GayBlogBR pela “Iniciativa do Ano”, ele provavelmente ficaria confuso. Não é fácil se desprender de conceitos homofóbicos enraizados desde a infância, mas sem dúvida é muito mais fácil do que ser a vítima desse preconceito. Há anos eu tracei o objetivo de tentar evoluir todos os dias para incluir a diversidade e tentar dar voz aos que são constantemente silenciados por um sistema elitista e controlado por homens brancos heterossexuais. Nós costumamos pensar que a luta pelos direitos LGBTQI+, a luta pelos direitos dos negros, das mulheres e de outras minorias, é uma pauta apenas DELES e que nós não temos nada a ver com isso. Sim, a luta é deles, mas não foram eles que se colocaram na condição de vítimas. Fomos nós que marginalizamos, excluímos e dominamos as minorias, para assim controlarmos o protagonismo do mundo. E enquanto nós, homens brancos cisgêneros, não entendermos que somos nós que devemos mudar, o mundo continuará um lugar injusto e opressor. Então, se a mudança depende também de nós, quando sentamos na janelinha e observamos toda a desigualdade e desespero de pessoas oprimidas enquanto tomamos nosso chá e apenas falamos “eu respeito gays”, nós continuamos sendo parte do problema. Não adianta só respeitar, é preciso agir, é preciso questionar nossos amigos, combater a piadinha institucionalizada, ser um agente de mudança e não apenas um ser humano que faz o mínimo. Eu me comprometo a continuar tentando fazer a minha parte, com erros e acertos, e convido a todos os que estão em posição de privilégio a tentarem fazer o mesmo. Muito obrigado ao @GayBlogBR pelo reconhecimento em saber que estou no caminho certo, esse prêmio serviu para mostrar o quão importante foi a ação na Bienal e o quanto nós podemos ajudar nessa luta daqui da posição do privilégio. E por falar nisso, por favor, vamos dar voz aos incríveis criadores de conteúdo e que fazem parte da comunidade LGBTQI+! Aqui estão alguns que eu recomendo a vocês seguirem: @gayblogbr @poenaroda @hmcpedro @divadepressao @sapatour @canaldasbee @mandycandyreal @temperodrag @lucca.najar @canalapto202

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