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O Pornhub anunciou neste dia 14 de dezembro que removeu milhões de vídeos de usuários não verificados de sua rede. Com isso, cerca de dois terços dos vídeos não estão mais no canal.

Isso aconteceu porque a empresa MindGeek (dona do Pornhub) está sendo investigada porque parte do seu faturamento vem de exibição de conteúdos criminosos, como pedofilia, exploração sexual, estupro e até vingança pornô. A denúncia foi feita pelo jornal The New York Times.

“Isso significa que todo o conteúdo disponível no Pornhub está verificado, sendo um requisito que plataformas como Facebook, Instagram, TikTok, YouTube, Snapachat e Twitter também devem ainda instituir” – disse o canal em comunicado.

Segundo o canal Vice (via Pink News), o número de vídeos caiu de 13.5 milhões para 4.7 milhões somente no domingo e, nesta segunda-feira, estão no ar 2.9 milhões de vídeos.

Pornhub remove 2/3 dos vídeos após acusação de conteúdo indevido
Reprodução

O Pornhub também diz que o canal deles está sendo utilizando como “bode expiatório”, considerando que outros canais importantes também possuem conteúdos fora da lei.

“Nos últimos três anos, o Facebook teve denúncia de 84 milhões de material relacionados a abuso de crianças. No mesmo período, a Internet Watch Fountation denunciou 118 incidentes no Pornhub. 118 ainda é muita coisa, e estamos comprometidos em tomar as ações necessárias. Só que fica claro que o Pornhub está sendo atacado não pelas nossas políticas e como nós comparamos nossos pares, mas sim porque se trata de uma plataforma direcionada a conteúdo adulto” – disse o Pornhub.

O comunicado também expõe que os ataques são feitos por organizações que querem banir materiais que são considerados “obscenos”.

“São as mesmas forças que tentaram, ao longo de 50 anos, demonizar a Playboy, o National Endowment for the Arts, a educação sexual, os direitos LGBTQ, os direitos das mulheres, e até mesmo a Associação Americana de Livraria. Hoje, está atacando o Pornhub” – diz o comunicado.

O Pink News aponta que nos Estados Unidos há algumas organizações cristãs evangélicas que lutam para que a pornografia seja banida do país, citando o Exodus Cry e também a National Center on Sexual Exploitation.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".