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A hashtag #RecordRacista entrou nos trending topics do Twitter pelo programa “Fala Que Eu te Escuto” ter associado a cantora Beyoncé à “magia negra”.

Na matéria exibida pela emissora, foi lembrado um caso ocorrido em 2019 em que a ex-baterista de Beyoncé, Kimberly Thompson, foi aos tribunais contra a cantora dizendo que ela teria praticado bruxaria e matado seu gato. Nas imagens exibidas pela Record, havia cenas do longa-metragem “Black is King“, que exalta a cultura africana e foi dirigido e escrito por ela.

“Tem muita gente se envolvendo com ‘magia negra’, inclusive pessoas famosas” – comentou o bispo Adilson Silva durante a exibição do programa – “Uma prática obscura, famosa mundialmente pelo sacrifício de vidas. No Brasil, muitos crimes já foram motivados pela ‘magia negra'” – concluiu.

Programa evangélico da Record associa Beyoncé à "magia negra"
Reprodução

“Tremenda irresponsabilidade, já que tem vários telespectadores que podem achar que de fato é isto.” – disse um internauta no Twitter identificado como Ly “Beyoncé está falando sobre a cultura Africana [no filme Black is King]. Além de desinformados, são racistas e intolerantes religiosos”.

“Em pleno 2021, um canal de concessão pública apresenta uma matéria que demoniza as culturas africanas, acusando Beyoncé de praticar ‘magia negra’, e dizendo que esse termo significa a prática sobrenatural para o mal” – disse a vereadora do PSOL Luana Alves no Twitter – “Não tem outro nome se não racismo” – concluiu.

A problematização se dá não só pelo fato de escolher Beyoncé para ilustrar a reportagem, como também associar a “magia negra” e morte de animais a religiões de matriz africana.

Vale mencionar que o longa-metragem Black is King está disponível no Disney+ desde o dia 31 de julho de 2020 e conta a história de um rei africano separado de sua família em um mundo implacável. Ele subsequentemente passa por uma jornada “através da traição, do amor e do autoconhecimento” para recuperar seu trono, utilizando a orientação de seus ancestrais e seu amor de infância. A história é contada através das vozes de pessoas negras da atualidade.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".