O cantor Beni Falconefrontman do bloco de carnaval CandyBloco, provoca reações na web quando as pessoas identificam que ele é Bernardo Falcone, o Fred em “Quando Toca o Sino” (Disney Channel Brasil, 2009-2012) e o Téo Marques na versão brasileira da novela “Rebelde” (Record, 2011-2012).

Criador do CandyBloco já foi ator teen em RBD e você não sabia disso
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O criador do Candybloco diz que, no início de sua carreira, teve medo de revelar que era gay principalmente por medo de perder trabalhos.

“Profissionalmente eu queria ser aceito, emendar trabalhos, então topei o jogo de ficar calado. Evitava sair para lugares gays. Tive medo porque eu queria ser aceito no mercado. A TV é um meio bastante hétero. Ironicamente é feita por gays, mas não admite galãs que sejam gays. Trabalhei também no Disney Channel, um canal voltado para a família, então tratava esse assunto como proibido.”

A saída do armário de Beni ocorreu em uma entrevista ao jornal carioca O Dia, em 2 agosto de 2018. Apesar de até então não ter revelado publicamente, Falcone explica que ele em si nunca viveu “dentro do armário”, e apenas não dizia para os outros. No entanto, ele decidiu expor porque segundo ele, não havia necessidade de se importar com a opinião dos outros e que ele não teria menos oportunidades de trabalho por isso.

Em entrevista ao Léo Dias, Beni Falcone disse que “sair do armário” foi um ato de “ser rebelde” (fazendo alusão à novela que projetou sua carreira):

“Sair do armário foi algo muito mais profissional, porque na minha vida pessoal eu sempre beijei quem queria. Entendi, muito depois da carreira iniciada, que o ato de ‘sair publicamente do armário’ era meu ato de rebeldia. Eu, enquanto artista, que consigo atrair a atenção para mim, tenho o dever de mostrar que ‘OK’, que cada um é o que é”, ressalta Beni, que se sente mais seguro atualmente e consciente de que sua voz pode ajudar outros gays.

Para acompanhar: https://www.instagram.com/benifalcone/

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".

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