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A Polícia Federal prendeu na manhã deste dia 22 de junho o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, por volta das 7h da manhã segundo o porteiro do prédio em que mora. Ele está sendo investigado pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência por suposto envolvimento em um esquema para liberação de verbas do MEC.

O advogado que defende o ex-ministro, Daniel Bialski, disse que a prisão de Milton Ribeiro é equivocado por “não haver motivo concreto”. Apesar disso, um áudio divulgado em março mostra Ribeiro afirmando que o presidente Jair Bolsonaro pediu a ele que os municípios indicados pelos dois pastores recebessem prioridade na liberação de recursos. Já os prefeitos disseram em depoimento que eles exigiram propina.

Além disso, a Polícia Federal também investiga Milton Ribeiro pelo favorecimento aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura para liberação de recursos do ministério, sendo que há suspeita também de cobrança de propina. O inquérito foi aberto quando o Estado de São Paulo revelou, em março, a existência de um “gabinete paralelo” dentro do MEC controlado pelos pastores evangélicos.

Ex-ministro de Bolsonaro que disse que gays são de famílias desajustadas é preso por corrupção
Reprodução

“Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar. Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, segundo, atender a todos que são amigos do pastor Gilmar”, disse o ex-ministro.

Também há registros do Gabinete de Segurança Institucional de que houve dezenas de acessos dos dois pastores a gabinetes do Palácio do Planalto. Já Bolsonaro disse em um vídeo que “botava a cara no fogo” por Ribeiro e que as denúncias perante ele eram covardia. No entanto, ele afirmou nesta quarta que Ribeiro deve responder por eventuais irregularidade.

“Ele responde pelos atos dele. Se a PF prendeu, tem motivo”, disse Bolsonaro à rádio Itatiaia.

Em setembro de 2020, Milton Ribeiro disse ao Estadão que o “adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) faz isso porque não tem atenção do pai, não tem a atenção da mãe”. Já em março do ano seguinte, ao depor para a Polícia Federal, ele disse que “não quis desrespeitar ninguém”.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"