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A indígena trans Majur Traytowu (30) se tornou oficialmente a cacique de Aldeira Apido Paru da Terra Indígena Tadarimana, em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, após o pai de 79 anos se afastar do cargo por motivo de doença. As informações são do G1.

“Fui me observando e cheguei a conclusão que sou trans. Meu comportamento, os gostos e também a atração por outros meninos foi crescendo. Foi então que descobri que nasci em um corpo de homem, mas com espírito de mulher”, relatou.

Ela foi convidada a participar de reuniões, eventos e outros assuntos que envolvem a comunidade indígena, sendo que eles próprios sempre aceitaram o fato dela ser trans.

“Fui me observando e cheguei a conclusão que sou trans. Meu comportamento, os gostos e também a atração por outros meninos foi crescendo. Foi então que descobri que nasci em um corpo de homem, mas com espírito de mulher”, relatou.

Arquivo Pessoal

Em 2017, Majur conseguiu concluir o ensino médio e dois anos depois ela passou em uma prova em Goiânia para cursar fisioterapia e antropologia, sendo aprovada também em um processo seletivo para agente de saúde indígena.

“Estava entre ‘a cruz e a espada’. Ou eu me mudava para a cidade fazer faculdade ou ficava para cobrir a vaga de posto de Agente Indígena de Saúde (AIS). Decidi ficar e trabalhar para estar mais perto do povo. Hoje tenho mais de três anos como agente e agora também assumo o posto de cacique da minha aldeia”, contou.

Os caciques geralmente são escolhidos por votação que ocorre a cada dois anos, mas Majur assumiu a liderança da aldeia logo após o afastamento do pai, sem eleição. Os outros indígenas aceitaram, sem questionamentos.

“Faz tempo que atuo como ‘cacique’, pois antes do meu pai tomar as decisões, ele passava por mim e eu dava a palavra final. Há um mês, ele ficou doente e tive que me assumir como cacique da aldeia. Todos me deram total liberdade para tomar as decisões das coisas, mesmo sendo a filha caçula”, explicou.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"