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O gingado é do Pará e foi nos palcos de lá que Leicy Sposito, hoje com 36 anos, ganhou fama em todo o Brasil. Escudeiro fiel da cantora Joelma, com quem até hoje mantém contato, ele fez parte da banda Calypso por 6 anos, até 2014, quando parou.

Leicy - Reprodução/Instagram
Leicy – Reprodução/Instagram

Natural de São Miguel do Guamá, cidade a 150 km da capital Belém, Leicy tem a dança no DNA, mas é na ponta da língua que carrega as lições que recebeu da mãe. Ele acaba de ficar solteiro depois de um ano de relacionamento e é categórico sobre o término: “Minha mãe dizia sempre uma coisa: ‘Puta só, ladrão só, viado só, travesti só e traficante só’”, brinca.

E é sozinho que o ator toca a vida, atualmente como ator pornô exclusivo da produtora brasileira Irmãos Dotados, parceira desta coluna. Mas a decisão de deixar os palcos e tirar a roupa em frente às câmeras não foi nem imediata e nem impensada. Leicy Sposito reuniu toda a família para conversar sobre a decisão, tomada em 2020, em plena pandemia, incluindo aí a filhota de 16 anos.

Será que teve climão nessa conversa? Confira o papo exclusivo com o dançarino e, agora, ator pornô.

Leicy - Reprodução/Instagram
Leicy – Reprodução/Instagram

Você é muito conhecido, está no entretenimento há muitos anos, mas o que ainda não vimos sobre você?

Ah, eu sou isso aí mesmo. Sou tranquilo, de boa, gosto de dançar, estou amando atuar na indústria adulta, procuro sempre fazer o bem para receber o bem, sou paciente, relevo muita coisa. Aprendi com a minha mãe a ter caráter e humildade, entrar e sair de qualquer lugar. Eu sou isso que vocês veem mesmo.

E é impossível falar de você sem falar da dança e da banda Calypso…

Pois é. A dança está no meu DNA. E muito mesmo antes de dançar na Calypso, eu dançava em outras bandas conhecidas. Dancei com a Tribos, Caribé, com João Vieira, Caio Monteiro. Não esqueço das minhas raízes. Passei pelas bandas Cascol, Vendaval, muito estourada, que é aquela do “chama a patricinha pra dançar”, sabe? Depois dela, entrei no Calypso e então, posteriormente, fui pra França com uma companhia de dança. Virei coreógrafo e bailarino e fiquei mais de seis anos. Saí da Calypso em 2014. Fazia seis anos que não dançava mais. Eu e Joelma temos contato ainda, mas cada um tem sua vida, a gente se fala de vez em quando. Nunca fui amigo do Chimbinha.

Flakael e Leicy - Reprodução/Instagram
Joelma e Leicy – Reprodução/Instagram

Dos palcos para o pornô. Como foi essa transição?

Sempre recebi convites e sempre me sondaram. Mas a porta que se abriu foi com a Irmãos Dotados, que espero que não feche nunca. Amo o Edu (Albuquerque, proprietário da produtora) e amo gravar com eles. Estou bem satisfeito. Recebo críticas, mas tudo bem. É normal nesse meio.

Flakael e Leicy - Reprodução/Instagram
Leicy é exclusivo, no Brasil, da produtora Irmãos Dotados – Reprodução/Instagram

Foi Edu que te convenceu a finalmente gravar?

Eu tinha outra vida como dançarino, vivia na imprensa, e tinha sempre aquela preocupação de não dar desgosto pra família. O Edu sempre me fazia a proposta para gravar, eu enrolava, até que resolvi aceitar, mas só depois que conversei com a família para que ficasse tudo às claras. Depois, participei do reality promovido pela Irmãos Dotados, que acabei ficando em terceiro lugar e abriu muitas portas de trabalhos.

Teve climão nessa conversa com a família?

Quando decidi gravar, conversei com a minha família, amigos, tenho uma filha de 16 anos, e eles entenderam. Seja lá o que for, a minha família está comigo. Quando gravei, nós já estávamos preparados, com a cabeça boa. Quando vem crítica eu faço é achar graça. Não ligo. O financeiro está bom, se Deus quiser vai melhorar mais. O retorno vem e eu entendo assim: a produtora me valoriza e eu valorizo a produtora, a gente cresce juntos.

Leicy - Reprodução/Instagram
Leicy – Reprodução/Instagram

Sei que coleciona boas histórias como dançarino, mas e nos filmes?

Uma das coisas mais engraçadas foi na gravação de 10 anos da banda Calypso, no Recife. Durante a música Chá de Maracujá, sem querer, a Joelma chutou a ponta da minha canela e isso saiu no DVD. Foi tão inusitado que resolvemos não tirar. No pornô, acontecem tantas coisas durante uma gravação, mas achei bem interessante gravar com o Flakael, que é hétero, e fui o primeiro ator gay a gravar com ele. Gostei pra caramba dessa troca. E também ter me dado muito bem com o Edu Albuquerque, que é uma parceria e amizade que me faz trabalhar com gosto. Só no olhar a gente se entende. A gente se identifica muito. A gente conversa sobre família, sobre a vida, muito além de patrão, funcionário e pornô. Amigos amigos, negócios à parte.

Flakael e Leicy - Reprodução/Instagram
Flakael e Leicy – Reprodução/Instagram

O Brasil tem exportado atores pornô para fora e eles têm tido muita visibilidade. É um caminho que você pensa em trilhar?

Sim. Meu contrato com a Irmãos Dotados não proíbe gravação com empresas estrangeiras, apenas com nacionais. Sou exclusivo deles. Então, quando surgir a oportunidade de ir pra fora, eu vou me jogar. Mas a verdade é que já gravei duas cenas para a Raw Hole, que é uma produtora de fora, mas gravei aqui.

Tem algum ator de fora que te inspira?

Cada pessoa é diferente. Admiro vários atores brasileiros lá fora, mas cada um tem que mostrar seu potencial, do seu próprio jeito, sem subir em cima de ninguém, ter humildade, agradecendo todos os dias pelas oportunidades. O caminho é esse, correr atrás e ter força de vontade.

Leicy - Reprodução/Instagram
Leicy – Reprodução/Instagram

É mais difícil dançar ou fazer pornô?

É mais difícil dançar do que fazer pornô. Acho que cansa mais e exige mais. Atuar, quando se tem uma conexão boa, conversar antes, ter uma energia legal, funciona bem. Quando a química não bate, fica mais difícil. Procuro que saia sempre tudo bem. Eu acho que dançar, estudar a coreografia, fazer shows por longas horas, é mais difícil.

Ainda que seus filmes sejam sempre como passivo?

Na verdade, eu sou versátil, mas a receptividade do público com meu trabalho passivo foi muito alta. Não me importo, não tenho problema nenhum com isso. Faço meu trabalho e está tudo certo.

Vai largar a dança de vez para focar no pornô?

O mundo é muito grande. Quero montar uma academia de dança. A dança está no meu sangue, no meu DNA. Estou analisando tudo direitinho, até porque nada é pra sempre. Se tudo é fase, tudo passa.

Twitter: @leicylucco
Instagram: @leicyoficialsposito
OnlyFans: onlyfans.com/leicyspositooo

Leicy
Leicy – Reprodução/Instagram

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