A rede geossocial Grindr, que une homens gays, ganhou o troféu POC AWARDS 2019 na categoria Contatinho. Com 59% dos votos do público, o app venceu outros aplicativos famosos como o Hornet e Scruff.

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Foto: Loja das Pocs

O Grindr é um aplicativo disponível para Android e iOS que vê sua localização e mostra imagens de outros homens gays que estão próximo de você. A ideia é que você faça novas amizades ou encontre homens que têm os mesmos interesses que você.

Lançado originalmente no dia 25 de março de 2009 nos Estados Unidos, o Grindr é pioneiro nos aplicativos geosociais destinados ao público gay e até hoje é o maior e mais popular aplicativo gay do mundo. Atualmente, ele está disponível em mais de 192 países.

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(Reprodução)

HISTÓRIA DO GRINDR

O aplicativo foi desenvolvido originalmente para o iOS pelo entusiasta da tecnologia Joel Simkhai, que morava em Los Angeles, na Califórnia. Sucesso instantâneo, em apenas 5 meses o app já tinha mais de 200 mil homens cadastrados, e em um ano já eram 500 mil só nos Estados Unidos.

No dia 7 de março de 2011 veio a versão de Android, e ao longo dos anos o aplicativo foi se tornando cada vez mais popular, chegando a ganhar vários prêmios ao redor do mundo.

Em janeiro de 2016, o Grindr anunciou que vendeu 60% de suas ações para a companhia chinesa de games, Beijing Kunlun Tech, por US$ 93 milhões. No ano seguinte, o aplicativo tinha uma média de 3.6 milhões de usuários diariamente ao redor do mundo.

Já em março de 2020, a Kunlun anunciou que venderia 98.59% do Grindr para a companhia americana San Vicente Acquisition LLC pelo valor de US$ 608.5 milhões.

POLÊMICAS

Apesar de seu grande sucesso, o app também já foi alvo de muitas polêmicas. Em alguns países o Grindr foi parcialmente ou inteiramente bloqueado, como é o caso da Turquía, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Indonésia e Líbano.

Também já houve críticas por problemas técnicos, em especial na versão para Android, além de que um assassinato ocorrido em Michigan teria sido feito por um homem cujo encontro foi marcado pelo aplicativo.

Os vencedores do POC AWARDS 2019!

POC AWARDS 2019

Confira os vencedores do POC AWARDS (alternativamente, veja a lista na revista Exame ou no Terra).

Prêmio do Júri – POC AWARDS 2019

POC DO ANO: Tarcis Duarte
ARTIVISTA DO ANO:Renata Carvalho
BOY MAGIA: Wanrley Cardoso, para 48 horas
QUE HINO: “Proibido o Carnaval” – Daniela Mercury e Caetano Veloso
MÚSICO POC BRASILEIRO: Renato Enoch, por “Recortes {b}”
PEGUE MEU DINHEIRO (publicidade):Shell – “De Causo em Causo”
UNICÓRNIO (startup): Jow Centro Automotivo
ATIVO 19 (iniciativa): Coordenação de Políticas para LGBTI da Prefeitura de SP

Menções Honrosas – POC AWARDS 2019

MANDA VÍDEO: Inritado, por Porta dos Fundos
GRANDE DIA: Criminalização da homotransfobia
ELAS QUE LUTAM (ativismo): Fábio Felix

Prêmio do Público – POC AWARDS 2019

POC DO ANO: Jesuíta Barbosa
CANCELAMENTO: “É a união de dois caras”
FANFIC (o pior enredo de ficção):Damares com “Frozer”
THE BOSH: Titi Müller com “a galera tá pedindo Anitta demais”
MELHOR AÇÃO PUBLICITÁRIA: Crivella promovendo a literatura LGBT+
GRANDE DIA:Radialista Luiz Gama demitido após comentário homofóbico
TEM LOCAL (turismo): San Francisco, promovido por SFTravel
O AUGE: Pabllo Vittar dando bronca nas colocadas em Salvador
ARTIVISTA: Laerte
BOY MAGIA:Max Souza, Mister Lins 2019
QUE HINO AmarElo” – Emicida, Majur e Pabllo Vittar
CHACOTA DO ANO: Eu mereci
MANDA VÍDEO (cinema): Bixa Travesty, por Linn da Quebrada, Kiko Goifman e Claudia Priscilla
MÚSICO POC BRASILEIRO: Jão
PEGUE MEU DINHEIRO (campanha):Governo da Bahia – “Aqui é Bahia, aqui é respeito”
INSULTO DO ANO: Cidadão de bem
UNICÓRNO (startup): Bicha da Justiça
ELAS QUE LUTAM (ativismo): David Miranda
ARTISTA DO ANO: Tabatha Aquino cantando Gloria Groove no metrô
ATIVO 19 (iniciativa do ano): Felipe Neto
CONTATINHO (plataforma de relacionamento): Grindr
AVANT GARDE (empreendedorismo): Suruba Beneficente, de Dedalos Bar
PERSONALIDADE DA MÍDIA:Kaíque Brito
KIT GAY (a maior ameaça que converte héteros em gay): Rodrigo Hilbert

 

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".