Pabllo Vittar recebeu troféu em duas categorias no POC AWARDS 2019, ambas pela votação popular. A primeira categoria foi “AUGE DO ANO”, pela bronca nas “pocs colocadas” em Salvador.

“Toma água! Estou vendo um monte de gente doida com a pupila ‘deste’ tamanho” – disse Vittar visivelmente preocupada com os foliões.

A segunda categoria que rendeu outro troféu foi “Hino do Ano” pela música “AmarElo“, que conta com feat de Emicida e Majur.

"Toma água! Estou vendo um monte de gente doida com a pupila 'deste' tamanho" - disse Vittar visivelmente preocupada com os foliões.
Poc Awards 2019

Confira os vencedores abaixo (alternativamente, veja a lista na revista Exame ou no Terra).

Prêmio do Júri – POC AWARDS 2019

POC DO ANO: Tarcis Duarte
ARTIVISTA DO ANO: Renata Carvalho
BOY MAGIA: Wanrley Cardoso, para 48 horas
QUE HINO: “Proibido o Carnaval” – Daniela Mercury e Caetano Veloso
MÚSICO POC BRASILEIRO: Renato Enoch, por “Recortes {b}”
PEGUE MEU DINHEIRO (publicidade): Shell – “De Causo em Causo”
UNICÓRNIO (startup): Jow Centro Automotivo
ATIVO 19 (iniciativa): Coordenação de Políticas para LGBTI da Prefeitura de SP

Menções Honrosas – POC AWARDS 2019

MANDA VÍDEO: Inritado, por Porta dos Fundos
GRANDE DIA: Criminalização da homotransfobia
ELAS QUE LUTAM (ativismo): Fábio Felix

Prêmio do Público – POC AWARDS 2019

POC DO ANO: Jesuíta Barbosa
CANCELAMENTO: “É a união de dois caras”
FANFIC (o pior enredo de ficção): Damares com “Frozer”
THE BOSH: Titi Müller com “a galera tá pedindo Anitta demais”
MELHOR AÇÃO PUBLICITÁRIA: Crivella promovendo a literatura LGBT+
GRANDE DIA: Radialista Luiz Gama demitido após comentário homofóbico
TEM LOCAL (turismo): San Francisco, promovido por SFTravel
O AUGE: Pabllo Vittar dando bronca nas colocadas em Salvador
ARTIVISTA: Laerte
BOY MAGIA: Max Souza, Mister Lins 2019
QUE HINO AmarElo” – Emicida, Majur e Pabllo Vittar
CHACOTA DO ANO: Eu mereci
MANDA VÍDEO (cinema): Bixa Travesty, por Linn da Quebrada, Kiko Goifman e Claudia Priscilla
MÚSICO POC BRASILEIRO: Jão
PEGUE MEU DINHEIRO (campanha): Governo da Bahia – “Aqui é Bahia, aqui é respeito”
INSULTO DO ANO: Cidadão de bem
UNICÓRNO (startup): Bicha da Justiça
ELAS QUE LUTAM (ativismo): David Miranda
ARTISTA DO ANO: Tabatha Aquino cantando Gloria Groove no metrô
ATIVO 19 (iniciativa do ano): Felipe Neto
CONTATINHO (plataforma de relacionamento): Grindr
AVANT GARDE (empreendedorismo): Suruba Beneficente, de Dedalos Bar
PERSONALIDADE DA MÍDIA: Kaíque Brito
KIT GAY (a maior ameaça que converte héteros em gay): Rodrigo Hilbert

Nascido em 1 de novembro de 1993, em São Luís, no Maranhão, seu nome de batismo é Phabullo Rodrigues da Silva. Filho da técnica de enfermagem Verônica Rodrigues, Pabllo Vittar tem duas irmãs mais velhas e nunca conheceu o pai biológico, que abandonou a mãe ainda grávida.

Passando por diversas cidades do interior do Maranhão e depois se instalando em Santa Izabel do Pará, Vittar foi vítima de bullying nas escolas em que passou devido sua voz aguda e trejeitos considerados femininos.

Ao retornar para o Maranhão, dessa vez na cidade de Caxias, Vittar começou a cantar em festas junto com o coral da Igreja Presbiteriana, vindo aí sua vocação para a música.

Nessa época, ele fazia diversos covers de canções em programas locais. Com 15 anos decidiu contar para a mãe e as irmãs sobre ser gay e, segundo ele, não foi uma surpresa pra ninguém.

POR QUE DRAG COM NOME MASCULINO?

Vittar diz se sentir orgulhosa de ser uma drag queen brasileira, nordestina e que "veio de baixo" (Foto: Reprodução)
Vittar diz se sentir orgulhosa de ser uma drag queen brasileira, nordestina e que “veio de baixo” (Foto: Reprodução)

Com 16 anos, Pabllo Vittar se mudou sozinho para Indaiatuba, São Paulo, fazer sua primeira tentativa na carreira artística, mas sem sucesso.

“Para me virar, trabalhei em fast-foods e salões de beleza e, depois de dois anos, me mudei para Uberlândia com minha família, onde estou até hoje. Lá fiz as primeiras apresentações como drag. Foi então que conheci meu empresário e meu produtor e, no ano seguinte, gravei as primeiras músicas.” – disse em entrevista a Marie Claire.

Pouco tempo depois veio o desejo de ser Drag Queen após assistir o reality show “RuPaul´s Drag Race” por influência de um namorado.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

“Foi uma surpresa, não conhecia esse lado da arte drag. Fiquei apaixonada! Falei: ‘eu posso ser isso aí’. Foi uma libertação. Quando estou estressada, me monto e externalizo coisas que não consigo falar, mas que posso transmitir por meio da maquiagem e da produção” – disse a revista Época.

Quando questionada no programa Encontro com Fátima Bernardes sobre o porquê não adotar um nome feminino de Drag, ela diz.

“Nunca senti a necessidade de optar por um nome feminino porque, quando eu decidi fazer drag, queria passar verdade através da minha arte, música, do que eu acho que sou eu. Pabllo me representa de um forma que você não tem noção”. 

Curiosamente, a primeira vez que se montou foi aos 17 anos para divulgar a festa de uma amiga. Devido aos pouquíssimos recursos que tinha na época, Vittar teve que improvisar.

“Fui à farmácia, comprei um lápis, um batom e umas extensões tão baratas que acabaram virando um dread só”– disse a revista Trip, demonstrando também orgulho em ser afeminado.

“É muito revolucionário no sentido de dar a cara a tapa. São as ‘bis’ afeminadas que estão na posição de frente, que são apontadas, que levam lâmpada na cara. A gente tem que apoiar mesmo e levantar essa bandeira. Se hoje estou dando uma entrevista montada de drag, é porque muita gente morreu e sofreu preconceito para que eu ocupasse esse espaço.”

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".